É tão viva esta lembrança
Dos heróis de voz armados,
Professando um não sonoro
E brandindo o violão.
Nós sentávamos nos bares,
Encantados com seu canto,
Discutindo os rumos pátrios,
Encharcados de bebida
E a sonhar um tempo novo
De progresso e de justiça.
Nós falávamos de música,
De poetas, prosadores,
Dos heróis de tempos outros,
Das mulheres e do mundo,
De questões inquietantes,
E nos víamos nos rostos
Certas luzes de esperança.
Hoje eu sei que o novo tempo
Nunca vimos ou veremos.
Todos nós nos dispersamos,
E os rebeldes de hoje em dia
Não têm causa ou cabimento.
Mesmo os bares já não pensam,
E eu fiquei por longos anos
A tentar juntar debalde
Cacos ínfimos, dispersos
De um tempo irretomável.
2011
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=l1cgAhBMX48XRGYU
Pesquisar este blog
domingo, 30 de janeiro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
A REVOLUÇÃO DOS ARTISTAS
Se não existe em definitivo a justiça dos homens Nem Deus no Universo a nos defender, resgatar, Pois que venham então de todos os lados Mu...
-
Vem, mulher, pra mim, que eu te faço Uns versos tão mansinhos e cálidos, Que, mais do que musa, Vênus te sentirás. Vem pra mim por inte...
-
E se eu amar essa mulher de olhos tão despidos dos afetos? E se eu amar essa mulher loucamente de segui-la sorrateiro pelas ruas, verifi...
-
Quero te fazer um poema co’a delicadeza de quem toca harpa, Co’a mansidão de quem dedilha violão. Quero versejar para ti assim como quem t...
Nenhum comentário:
Postar um comentário