Não irei varar noites insones murmurando o teu nome.
Não encherei a memória da tua imagem e nossos momentos.
Não morrerei em vida como já tantas vezes morri.
Apenas porei o pé na vida e daí caminharei,
Sem me importar com os sentimentos que me venham porventura,
Sem querer nomear ou definir o que eu sinta,
Apenas vivendo, única e tão somente vivendo,
Ao sabor de alguma surpresa que surja eventualmente
No caminho que eu siga, alguns passos adiante.
2012
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=cFo4AlOIx-MrxOJC
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domingo, 4 de março de 2012
CLAUSURA
Hoje vou-me dar à mudez da noite mais quieta,
À solidão dos recantos mais desertos, distantes,
À melancolia das mais frias madrugadas.
Hoje me esconderei profundamente em meu umbigo,
Me alhearei completamente ao mundo à volta,
Como se nada jamais houvera além de mim e do desejo
De estar quieto, ouvindo as notas inauditas
Da inexistente canção trazida
Do fundo da noite tão calada.
2012
À solidão dos recantos mais desertos, distantes,
À melancolia das mais frias madrugadas.
Hoje me esconderei profundamente em meu umbigo,
Me alhearei completamente ao mundo à volta,
Como se nada jamais houvera além de mim e do desejo
De estar quieto, ouvindo as notas inauditas
Da inexistente canção trazida
Do fundo da noite tão calada.
2012
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