Quando a solidão tocar em tua alma os dedos gélidos,
mas gélidos de arrepiar a carne e provocar gemidos,
encolhe-te apenas e aperta o próprio corpo nos teus braços:
não penses em momento algum chamar por mim.
Quando a solidão apertar tua garganta
com o vigor de assassina impiedosa,
sente apenas o ar faltar e a agonia:
não clames que eu te venha socorrer.
Quando a solidão doer de forma intensa,
mas intensa como a dor mais lancinante
ou de carne perfurada devagar por lança,
vive e sofre infinitamente esse momento:
não contes com que eu surja para ser o teu alívio.
Quando quiseres recostar e recosto não houver
quando quiseres chorar e um ombro inexistir,
quando quiseres pisar e o chão não encontrares,
deixe vir as lágrimas, abundantes e sem fim,
cai em ti, reflete e reconhece:
tu que para todo o sempre me perdeste.
Espaço com a predominância do lirismo e com poemas de amor e paixão, mas com versos acerca de temas diversos, como a questão sócio-política, os tipos vistos nas ruas, o poder, as pessoas e seus sentimentos. Manifestações de inconformismo, de amor aos animais, de amor romântico, de sensualidade, de tristeza, de alegria, de humor, além do olhar sobre as coisas do mundo. Contatos pelo e-mail: baraodamata2@gmail.com
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014
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