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segunda-feira, 25 de maio de 2026

RECANTO

  E então, você não canta

Nem me chama pra sonhar

Debruçado na varanda,

Ante a luz do seu luar?


E então, não me convida

A dançar a dança ardente

Dos casais enamorados

E pulsantes de emoções?


Não irá me dar refúgio

No recanto aconchegante

Que é o calor dos seus abraços,

Seus afagos de mulher?

QUE NIILISTA?

 Que niilista enfim eu sou,

Se o feitiço da morena

Me arrebata ao firmamento,

E eu deliro entre as estrelas

Num me-dar descomunal?


Mas que incrédulo sou eu,

Se sei santo o amor maior

Da Melzinha e Raposinha,

Amadinhas de focinho,

A fazer da casa o Céu

Ansiado pelos místicos

Co'a presença simplesmente?


Como nego essa magia

Que detêm os animais

De despir-me das maldades

E me encher do amor imenso

Que dilata o coração?


Como não me devotar

À sublime natureza

Com seus rios, suas matas,

Os seus bichos, suas cores

E seus sons mais divinais?


Os bichinhos, as florestas

E pessoas, poucas delas,

São amores que alimento,

Têm poder como de deuses

De me dar razões à vida,

São motor do meu desejo

De seguir tocando os dias:

São meus deuses essas vidas: 

Que niilista então sou eu?

RECANTO

  E então, você não canta Nem me chama pra sonhar Debruçado na varanda, Ante a luz do seu luar? E então, não me convida A dançar a dança ard...