Perdoa-me, amor, desmaiar de tão bêbado,
Sem perceber as batidas do teu coração.
Perdoa não dar o teu nome ao meu samba,
Pois podia quebrar a prosódia dos versos.
Mas, saiba, ao compô-lo, foi em ti que pensei.
Deixa agora de cisma, de mágoa e de medo:
Sente o afã, sente a entrega no meu beijo tão quente,
Sente o quanto incandesce o meu corpo no teu,
Nas palavras percebe um amor sem tamanho
E a franqueza dos mais fascinados poetas.
Sorri, meu amor, e me dá tuas mãos,
Vem comigo cantar poesia ao luar,
Olha fundo em meus olhos tão cheios de súplica
E entende, querida, que sou teu por demais.
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