Adeus.
Ouvirei sua voz nos ventos,
Sentirei seu calor ausente
Nas noites de inconsolável tristeza.
Adeus.
Sentirei seu perfume leve,
Reverei o seu rosto belo
Onde você jamais estará.
Adeus.
Reviverei os momentos doces
Gravados na minha mente
E impossíveis de retomar.
Adeus.
Vou seguir tão somente a vida
Qual graveto ao sabor das águas,
Como um vulto perambulante,
Sem saber se pra sempre ou não.
Adeus.
2011
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=cFo4AlOIx-MrxOJC
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sábado, 10 de setembro de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
SUZANA
Lembro Suzana,
Que tocava piano nas tardes
E tinha um olhar inocente
E tão cheio de ânsia e querer.
Tinha o sol morno,
Que transpunha as janelas de vidro,
Rebrilhava no piso da sala,
E Suzana, embevecida, tocava.
Tinha o namoro,
E Suzana abraçava seu moço
E falava de tantos anseios,
Misturando projeto e quimera.
Tinha a noitinha,
E Suzana se enchia de estrelas,
Invocava lirismos noturnos
E dormia na paz dos arcanjos.
Voaram os anos,
E Suzana ficou no passado,
É figura desbotada na mente,
Poesia perdida no tempo.
2011
Que tocava piano nas tardes
E tinha um olhar inocente
E tão cheio de ânsia e querer.
Tinha o sol morno,
Que transpunha as janelas de vidro,
Rebrilhava no piso da sala,
E Suzana, embevecida, tocava.
Tinha o namoro,
E Suzana abraçava seu moço
E falava de tantos anseios,
Misturando projeto e quimera.
Tinha a noitinha,
E Suzana se enchia de estrelas,
Invocava lirismos noturnos
E dormia na paz dos arcanjos.
Voaram os anos,
E Suzana ficou no passado,
É figura desbotada na mente,
Poesia perdida no tempo.
2011
POEMA SINGELO
Eu faço este poema tão singelo
Só pra alma se sentir tão sem pecado
Como riso de criança pequenina,
Como brisa batendo na roseira,
Borboleta voando no jardim.
Eu faço este poema puro e simples
Como nuvens brancas no céu claro
E a beleza da morena na varanda,
Como ave pulando galho em galho,
Como vaso de planta no quintal.
Eu faço este poema leve como névoa,
Alvo qual cantiga de ciranda,
Pra que o peito exale só brandura
E a alma se sinta como brisa
A correr suave como a paz.
2011
Só pra alma se sentir tão sem pecado
Como riso de criança pequenina,
Como brisa batendo na roseira,
Borboleta voando no jardim.
Eu faço este poema puro e simples
Como nuvens brancas no céu claro
E a beleza da morena na varanda,
Como ave pulando galho em galho,
Como vaso de planta no quintal.
Eu faço este poema leve como névoa,
Alvo qual cantiga de ciranda,
Pra que o peito exale só brandura
E a alma se sinta como brisa
A correr suave como a paz.
2011
MULHER DOS OLHOS SONSOS
Vem, mulher dos olhos sonsos,
Tão bonita, mineira e tão menina,
Fala assim qual recitasse
Um poema de saudade
A lembrar Minas Gerais.
Vem, assim como quem sonha,
Me falar de rancho e serra,
Me contar de noites claras,
De luares e sobrados,
De fazendas e quintais.
Vem, mulher do rosto belo,
Tão delícia e tão viçosa,
Tão singela e tão princesa,
Vem, assim como um açude,
Me inundar desta paixão.
2011
Tão bonita, mineira e tão menina,
Fala assim qual recitasse
Um poema de saudade
A lembrar Minas Gerais.
Vem, assim como quem sonha,
Me falar de rancho e serra,
Me contar de noites claras,
De luares e sobrados,
De fazendas e quintais.
Vem, mulher do rosto belo,
Tão delícia e tão viçosa,
Tão singela e tão princesa,
Vem, assim como um açude,
Me inundar desta paixão.
2011
VÃO COM DEUS
Podem ir,
Me banir,
Repelir,
Desprezar,
Me pisar
Sem pesar:
Não lamento:
Não frequento:
Não aguento:
Só me ausento.
Sou tinhoso,
Sou teimoso,
Não me curo,
Não procuro,
Não pondero,
Nunca quero:
É maçante:
Tô distante,
Fico longe
Feito monge
Eremita –
Deus permita.
Vão com Deus.
Vão, adeus!
2011
Me banir,
Repelir,
Desprezar,
Me pisar
Sem pesar:
Não lamento:
Não frequento:
Não aguento:
Só me ausento.
Sou tinhoso,
Sou teimoso,
Não me curo,
Não procuro,
Não pondero,
Nunca quero:
É maçante:
Tô distante,
Fico longe
Feito monge
Eremita –
Deus permita.
Vão com Deus.
Vão, adeus!
2011
LUGAR DISTANTE
Estou cansado da infâmia das pessoas e do mundo ao meu redor:
Vou partir para um recanto remoto, bem distante,
Muito longe da balbúrdia, da ganância e hipocrisia,
Bem a salvo deste sol impiedoso dos infernos,
Sem alcance prá torpeza, a ganância, a iniquidade.
Vou regalar-me dos ventos mansos e frescores deleitantes,
Num lugar de matas verdes e de bosques majestosos,
De cachoeiras e regatos, águas brancas, rios límpidos,
Onde ouvirei as mais sublimes e elevadas melodias
E, mais que tudo, cante a paz numa constância absoluta.
Inspirarei os cheiros bons da atmosfera perfumada,
Farei amor, imune ao tempo e sua fria tirania,
Farei carinho no ventre dos cachorros e dos gatos,
Verei voar os passarinhos mais bonitos, comoventes,
Me esconderei num canto bom da minha mente tão imunda,
E as noites cantarão para mim com a doçura das amantes devotadas,
E os dias terão a pureza de crianças se aquecendo ao sol sereno,
E as nuvens pousarão e enfeitarão as serras imponentes,
E eu me verei tão despojado da maldade e tão liberto das intrigas,
Que, leve, flutuarei entre sublimidades encantadas,
Na inefável paz dos anjos e dos santos, paz do Éden, do Nirvana...
2011
Vou partir para um recanto remoto, bem distante,
Muito longe da balbúrdia, da ganância e hipocrisia,
Bem a salvo deste sol impiedoso dos infernos,
Sem alcance prá torpeza, a ganância, a iniquidade.
Vou regalar-me dos ventos mansos e frescores deleitantes,
Num lugar de matas verdes e de bosques majestosos,
De cachoeiras e regatos, águas brancas, rios límpidos,
Onde ouvirei as mais sublimes e elevadas melodias
E, mais que tudo, cante a paz numa constância absoluta.
Inspirarei os cheiros bons da atmosfera perfumada,
Farei amor, imune ao tempo e sua fria tirania,
Farei carinho no ventre dos cachorros e dos gatos,
Verei voar os passarinhos mais bonitos, comoventes,
Me esconderei num canto bom da minha mente tão imunda,
E as noites cantarão para mim com a doçura das amantes devotadas,
E os dias terão a pureza de crianças se aquecendo ao sol sereno,
E as nuvens pousarão e enfeitarão as serras imponentes,
E eu me verei tão despojado da maldade e tão liberto das intrigas,
Que, leve, flutuarei entre sublimidades encantadas,
Na inefável paz dos anjos e dos santos, paz do Éden, do Nirvana...
2011
QUEM DE MIM...?
Se eu fosse teu amante mais fogoso,
Namorado mais intenso, afetuoso,
O teu homem mais viril, impetuoso,
Teu mulato espadaúdo, musculoso,
Teu herói destemido, valoroso...?
Se eu fosse teu poeta vagabundo,
Teu cantor de sentimento mais profundo,
Teu guerreiro tão audaz, tão iracundo,
Teu guru a te ensinar coisas do mundo,
Teu mentor de terras longes oriundo...?
Se eu fosse um milagroso feiticeiro,
O teu caso mais bonito e mais faceiro,
Mulherengo atrevido e aventureiro,
Teu galante e delicado seresteiro,
Teu entregue apaixonado violeiro...?
Quem de todos enfim preferirias,
Quem de mim, mulher, escolherias,
Para seres minha e só minha tão somente,
Pra me amares então dementemente?
2011
Namorado mais intenso, afetuoso,
O teu homem mais viril, impetuoso,
Teu mulato espadaúdo, musculoso,
Teu herói destemido, valoroso...?
Se eu fosse teu poeta vagabundo,
Teu cantor de sentimento mais profundo,
Teu guerreiro tão audaz, tão iracundo,
Teu guru a te ensinar coisas do mundo,
Teu mentor de terras longes oriundo...?
Se eu fosse um milagroso feiticeiro,
O teu caso mais bonito e mais faceiro,
Mulherengo atrevido e aventureiro,
Teu galante e delicado seresteiro,
Teu entregue apaixonado violeiro...?
Quem de todos enfim preferirias,
Quem de mim, mulher, escolherias,
Para seres minha e só minha tão somente,
Pra me amares então dementemente?
2011
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