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quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

O CATADOR DE ENCANTOS

Quero o olhar desvanecido da mulher apaixonada

E a vista das serras majestosas e cascatas.

Quero os cachorros brincando, felizes, nos quintais

E a canção mais linda a vir no vento qual carícia.

Quero a paz dos recantos maviosos, temperados

E a magia das emoções e alumbramentos,

Como vivera o alvorecer eternamente,

Como ficasse a catar encantos sem cessar.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

OS DEMÔNIOS

 A Rússia não abre mão de devastar a Ucrânia e quem lhe resista,

Israel promove crueldades  implacáveis entre os palestinos

E não poupa nem mesmo hospitais e crianças,

Terroristas brasileiros só aguardam o que acham bom momento de queimar as matas

E de modo hediondo incinerar os animais inocentes,

As milícias, traficantes, polícias dão-se ao "regalo" das carnificinas:

A alma dos homens é árida como os mais imensos desertos

E pavorosamente perversa como os mais tenebrosos demônios:

O bem-estar e a paz só poderão se estabelecer com a extinção dos humanos,

Que sequer deveriam ter surgido na face da Terra

E são prova irrefutável da inexistência de Deus.

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

PARTE...!


Parte e suaviza a casa em tons de paz

Da tua ausência tão somente.

Parte ainda madrugada

E deixa a manhã chegar perplexa

Da leveza do sossego simplesmente.


Minha poesia irá encontrar o dia ainda preguiçoso

E os passarinhos cantando vivamente,

Como se festejassem também tua partida.

E eu contemplarei o dia alegremente,

E me darei a versejar doçuras,

Como tocasse, embevecido, um violão

E flutuasse e viajasse nos acordes mais bonitos.


sexta-feira, 25 de outubro de 2024

QUADRO SEM COR

 

 Hoje nem cantei de manhã,

Hoje nem vi o sol raiar.

Acho que nem houve manhã

Depois que você me deixou.


Hoje nem falei de esperança,

Hoje nem ouvi melodias

Nem sequer vi rumo a seguir:

Sem você, meu norte perdi.


O dia é estático, imóvel,

É bem como um quadro sem cor,

Sem tom, sem figura ou paisagem:

Meu mundo calou-se e parou.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

FECHA AS PORTAS D'ALMA

 

 Sai às ruas, abre os braços,

Busca a orquestra, a claridade,

Busca o sol que há nas pessoas,

Busca o dia mais bonito

E a vontade de cantar.


Mas me dizes que lá fora

Não tem rua ou claridade,

Se há orquestra, nunca ouviste,

E as pessoas não têm sol.


Então, fica em tua casa,

Te enclausura no teu mundo,

Tranca as portas do teu mundo,

Submerge todo em ti.

MINHA MORTE

 Morri com a cabeça no travesseiro,

Embora preferisse que houvesse acontecido

Numa mesa bem fria de concreto

De uma praça qualquer do fim do mundo 


Entrei na escuridão de minh'alma tão ferida

E ali fiquei  num torpor descomunal.

Não vi fantasmas ou, se acaso os avistei,

Ignorei-os, sem susto e sem temor,

Sentindo a tristeza, sombria, a me enlaçar.


Se morri, me afundei nas tocas fundas

E cavernas escuras do meu coração.

Mas não há céu, inferno, só negror,

A quietude mais silente do sepulcro

Que existe bem dentro aqui de mim.

RECANTO

  E então, você não canta Nem me chama pra sonhar Debruçado na varanda, Ante a luz do seu luar? E então, não me convida A dançar a dança ard...