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sexta-feira, 9 de maio de 2025

A FADA DA FAVELA


Lembro qual fora agora:

luz amarela e fraca,

a deusa aberta em flor,

a rosa ardendo em chama

Num gueto do Brasil.


Seus olhos suplicantes,

tão cheios de pecado,

sussurros de luxúria,

as juras mais bonitas

na casa desbotada.


Ainda na memória

eu tenho os estampidos,

um samba mal cantado,

a nossa noite bela

e o medo após o amor.


Sumiu no mundo a linda,

a fada da favela.

Que coisas hoje vive?

Suplico que inda viva. 

Meu verso ela calou.




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