A pele branca e a pele negra numa febre da volúpia mágica,
A pele negra e a pele branca encharcadas do suor do cio humano,
A pele branca e a pele negra numa amálgama divina,
A pele negra e pele branca semeando mulatice,
A pele branca e a pele negra num fervor angelical.
Gemidos brancos, ais tão negros, vozes unas e mestiças,
Um corpo só, uma alma única, um gozo na grandeza absoluta.
Salvai, ó Deus, a alta harmonia dessas peles que se roçam na transcendental arte de amar.
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=cFo4AlOIx-MrxOJC
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sábado, 27 de setembro de 2014
sábado, 20 de setembro de 2014
VERSOS QUIXOTESCOS
Não me importa a que distância está de mim,
Não importa a condição civil que tem:
Tenho o mar pra lhe mostar em minha terra
E um poema enamorado que lhe fiz.
Não remoa as mágoas vindas do passado
Nem o ódio se este pulsa em suas veias,
Se a canção que lhe dedico é tão bonita
E cantada numa voz angelical.
Não permita que a dor rasgue esse seu peito,
Se o seus olhos tão vivazes me fascinam
E a beleza do seu rosto engimático
Faz que eu queira desvendá-la por inteiro.
Faço versos tão singelos pra afagá-la,
Poesias que traduzem que me atiro
À loucura deste intenso sentimento
De uma forma juvenil, trascendental.
Tenho sóis, luares, praças pra mostrar,
Tenho luzes de artifício em noites belas
E uma cama como feita pro seu corpo,
E um amor maior que eu mesmo pra lhe dar.
Não importa a condição civil que tem:
Tenho o mar pra lhe mostar em minha terra
E um poema enamorado que lhe fiz.
Não remoa as mágoas vindas do passado
Nem o ódio se este pulsa em suas veias,
Se a canção que lhe dedico é tão bonita
E cantada numa voz angelical.
Não permita que a dor rasgue esse seu peito,
Se o seus olhos tão vivazes me fascinam
E a beleza do seu rosto engimático
Faz que eu queira desvendá-la por inteiro.
Faço versos tão singelos pra afagá-la,
Poesias que traduzem que me atiro
À loucura deste intenso sentimento
De uma forma juvenil, trascendental.
Tenho sóis, luares, praças pra mostrar,
Tenho luzes de artifício em noites belas
E uma cama como feita pro seu corpo,
E um amor maior que eu mesmo pra lhe dar.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
TRISTE, AO LÉU
Os versos que me vêm co'a noite são tristonhos,
O rosto que no espelho vejo é macambúzio,
Os sons que vêm das ruas me parecem melancólicos.
De onde, Deus, me veio o gosto amargo das palavras?
Não te creio, Deus, nem amo ou te suplico
E por isto não me atiro em prantos nos teus braços:
Sigo a vida só catando as parcas forças do meu ser.
Mas pergunto: de onde veio esta tristeza que me corta,
Que me sangra e deixa rastros das feridas no caminho?
Em que esquina me perdi, me fiz sem rumo,
Nada mais que um ser errante, tão sem norte e direção?
Ser confuso, tão pequeno, tão perdido e tão ao léu.
Que esperança pode vir de um trecho inesperado
Desta estrada tão sombria e conturbada que percorro,
Qual levado por um vento que conduz somente ao nada?
Os sons que vêm das ruas me parecem melancólicos.
De onde, Deus, me veio o gosto amargo das palavras?
Não te creio, Deus, nem amo ou te suplico
E por isto não me atiro em prantos nos teus braços:
Sigo a vida só catando as parcas forças do meu ser.
Mas pergunto: de onde veio esta tristeza que me corta,
Que me sangra e deixa rastros das feridas no caminho?
Em que esquina me perdi, me fiz sem rumo,
Nada mais que um ser errante, tão sem norte e direção?
Ser confuso, tão pequeno, tão perdido e tão ao léu.
Que esperança pode vir de um trecho inesperado
Desta estrada tão sombria e conturbada que percorro,
Qual levado por um vento que conduz somente ao nada?
sábado, 23 de agosto de 2014
LOUVOR AO PECADO
Hoje farei apologia ao pecado.
Não ao pecado dos perversos de toda ordem.
Mas ao pecado dos casais espúrios e nascidos de uma bulinagem inesperada e [inconsequente,
Dos lascivos e sensuais sem limites, de Adão e Eva provando do fruto proibido, de
[Dioníso em suas festas licenciosas e Zeus em sua infidelidade peculiar.
O pecado das mais ousadas libertinagens, das mulheres que driblam maridos e se dão a [amantes eventuais ou costumeiros.
O pecado das mais desregradas esbórnias e das mais luxuriosas orgias.
Quero exaltar os devassos de todas as estirpes e os irreverentes de toda natureza, os [amantes desconhecidos que se dão imediatamente após um breve olhar.
Serei prosélito dos sensuais incorrigíveis,
Dos que se amam pelos becos, pelas ruas escuras e os jardins das casas, das
[praças,
[das igrejas, deixando em seu rastro um cheiro inconfundível de
[lubricidade.
Não farei louvações a santos ou a anjos bíblicos, muito menos aos profetas defensores
[da virtude e devoção religiosa:
Quero apenas preconizar o pecado... o pecado... acima de todas as coisas o pecado: nada, nada além do delicioso pecado.
Não ao pecado dos perversos de toda ordem.
Mas ao pecado dos casais espúrios e nascidos de uma bulinagem inesperada e [inconsequente,
Dos lascivos e sensuais sem limites, de Adão e Eva provando do fruto proibido, de
[Dioníso em suas festas licenciosas e Zeus em sua infidelidade peculiar.
O pecado das mais ousadas libertinagens, das mulheres que driblam maridos e se dão a [amantes eventuais ou costumeiros.
O pecado das mais desregradas esbórnias e das mais luxuriosas orgias.
Quero exaltar os devassos de todas as estirpes e os irreverentes de toda natureza, os [amantes desconhecidos que se dão imediatamente após um breve olhar.
Serei prosélito dos sensuais incorrigíveis,
Dos que se amam pelos becos, pelas ruas escuras e os jardins das casas, das
[praças,
[das igrejas, deixando em seu rastro um cheiro inconfundível de
[lubricidade.
Não farei louvações a santos ou a anjos bíblicos, muito menos aos profetas defensores
[da virtude e devoção religiosa:
Quero apenas preconizar o pecado... o pecado... acima de todas as coisas o pecado: nada, nada além do delicioso pecado.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
VENHA
Não me deixe só, minha bonita,
se a noite se despiu da poesia,
se é deserta e se vestiu de puro tédio,
e se tudo à volta é tão vazio
e entedia a alma mais intensa.
Venha, surja como bela mdelodia
que rompe o silêncio de repente,
surpreende o peito mais tristonho,
traz consigo claridade ensolarada,
faz pulsar as veias dos sem-vida.
Venha assim qual sonho de criança,
tão repleto de alegrias e delícias.
Chegue assim qual céu todo estrelado
enfeitando meu momento e minha noite,
como nada houvesse mais a desejar.
se a noite se despiu da poesia,
se é deserta e se vestiu de puro tédio,
e se tudo à volta é tão vazio
e entedia a alma mais intensa.
Venha, surja como bela mdelodia
que rompe o silêncio de repente,
surpreende o peito mais tristonho,
traz consigo claridade ensolarada,
faz pulsar as veias dos sem-vida.
Venha assim qual sonho de criança,
tão repleto de alegrias e delícias.
Chegue assim qual céu todo estrelado
enfeitando meu momento e minha noite,
como nada houvesse mais a desejar.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
IMAGENS REFLETIDAS
Que enigma esconde esse teu rosto
num semblante perene de quem brinca
e se ri do mundo tão injusto e caricato?
Se os segredos não desvendo,
te conheço a sede, a sanha,
quanto ardem teus desejos
e me vejo um tanto pasmo,
absorto, até encantado
em notar de ti brotando
vida, ardor em profusão.
Quais quimeras te incendeiam?
Quais loucuras tu desejas?
Que aventuras te fascinam
nessa alma irrequieta?
Encantado, te contemplo,
porque entendo que há em ti
o quem em mim sinto brincando
desde os tempos mais remotos.
Quanto tens de mim em ti?
O que somos? Semelhanças
abundantes, incontáveis?
Ou então, se nos olhamos,
O que vemos? Um espelho?
Tua alma dança em mim?
Minha alma dança em ti?
Assim somos um só ser,
divididos e libertos
a voar pelo universo.
sábado, 5 de julho de 2014
VIDA A DOIS
ELA:
Nunca mais tocou a música
que enfeitava nossas horas
de carícias e volúpias
e de juras amorosas.
ELE:
Esse som não dá mais nada,
e a canção já deu no saco.
Onde encontro a calça preta,
pr'eu sair pra trabalhar?
ELA:
Nunca mais me deu o abraço
ardoroso e matutino
entre frases de doçura,
entre afagos sensuais.
ELE:
Corro tanto nesta vida
e concorro mais ainda,
que o mercado é tão perverso,
meu patrão, eu nem te conto.
ELA:
Quando chega, nem um beijo,
uma flor ou chocolate.
Nem um verbo de lascívia,
a menor das bulinagens.
ELE:
Ah, que trânsito maldito
com sinais tão numerosos,
com buzinas e fumaça,
cruzamentos tão travados!
ELA:
E a tsunâmi de outros tempos
entre colchas, travesseiros?
Ai, desejos tão de fogo!
Me sentia tão devassa...
ELE:
Eu prometo noite dessas
me portar como um tarado,
garanhão enlouquecido,
destilar testosterona.
ELA:
Me promete que na sexta
você nada se aborrece
se mamãe dormir conosco,
lá no quarto, co'as crianças.
ELE:
Mas é claro, não me queixo.
Nesse dia jogo à noite
e só volto manhãzinha
do churrasco co'os amigos.
ELA:
Como é bom ser sua esposa!
Sem você este mundo é nada.
ELE:
Só você me faz dos homens
do planeta o mais feliz.
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