Pecar ardentemente na desordem doce
De lençóis e travesseiros, deleitar-se
Dos odores excitantes de perfume,
De saliva, de epiderme e genitália...
Percorrer o corpo querido e agitado
Co’as mãos irrequietas, sem limite,
E a boca sequiosa e enlouquecida...
Fremir num êxtase, delírio ou algo
Que a língua humana nunca encontre
Palavra adequada pra expressar...
É viver os deleites mais inebriantes
Do universo e levitar num céu sem fim
De campos e águas frescas colossais...
Delirar de uma maneira milagrosa,
Encantada, transcendente e tão sem nome,
Que é como tornar-se um ser tão diferente:
Anjo, deus, titã, também alguma coisa
Que a mente dos homens não consiga precisar.
2011
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=cFo4AlOIx-MrxOJC
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
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