"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=cFo4AlOIx-MrxOJC
Pesquisar este blog
domingo, 24 de maio de 2015
E A POESIA?
Que foi feito enfim da poesia?
Ficou muda n'algum canto a poesia
ou perdida nuns confins a poesia?
Viverá em Lambari a poesia
ou morreu naquela terra a poesia?
Ficou queda e se perdeu num labririnto,
sem que encontre um caminho de saída?
Ficou presa sob um manto de concreto,
confinada num passado já distante?
Está nos olhos alumbrados de morena?
Há morena ainda de olhos alumbrados?
Não há mais na madrugada a poesia?
Foi perdida em baticuns desritmados?
Fez-se morto silêncio a poesia?
Ou resiste nos olhares que se trocam
nas lascivas noitadas de verão?
Inda está nos beijos quentes dos amantes?
Canta alto no corpo das mulheres
que rebolam em meneios sensuais?
E os acordes que se ouviam noite adentro?
E os cantores que cantavam as tristezas?
É um papel todo encardido a poesia?
Ai, morreu, e eu vi morrer a poesia?
Ai, o tempo com seu vento furioso
Soterrou no inexistente a poesia?
sábado, 16 de maio de 2015
quarta-feira, 6 de maio de 2015
quinta-feira, 23 de abril de 2015
SOB A CHUVA
O que faço de mim mesmo,
se fui seu como seus lábios,
s'inda tenho nas narinas
seus aromas de enlevar?
O que faço desta vida?
Fico imóvel sob a chuva?
Rezo à chuva que me leve
Pr'um lugar que ninguém viu?
Tive ganas de apertá-la
e pedir que não se fosse,
mas calei o meu suplício:
Ah(!), quem dera um temporal...
O que faço da existência,
se os momentos que vivemos
são lembranças que perfuram
minha carne devagar?
O que faço dos meus passos,
se fiz planos de concreto,
fiz projetos de utopia:
como fico sem você?
se fui seu como seus lábios,
s'inda tenho nas narinas
seus aromas de enlevar?
O que faço desta vida?
Fico imóvel sob a chuva?
Rezo à chuva que me leve
Pr'um lugar que ninguém viu?
Tive ganas de apertá-la
e pedir que não se fosse,
mas calei o meu suplício:
Ah(!), quem dera um temporal...
O que faço da existência,
se os momentos que vivemos
são lembranças que perfuram
minha carne devagar?
O que faço dos meus passos,
se fiz planos de concreto,
fiz projetos de utopia:
como fico sem você?
terça-feira, 21 de abril de 2015
TORTURANTE LABIRINTO
Quero gritar,
Mas não há grito que me traduza a agonia tamanha.
Quero me contorcer,
Mas não há gesto à altura da dor que me martiriza.
Quero deitar-me no chão da escuridão e permanecer imóvel até que a morte me venha [serena,
Mas ainda assim não conseguirei expressar a lassidão imensa do espírito meu.
Quero chorar de nunca mais secar as lágrimas,
Mas não há pranto que expresse a tristeza profunda
Dos meus olhos de uma desolação mais sem fim.
Sequer posso - quem dera - fugir de mim mesmo.
Meu Deus, mas que torturante labirinto sou eu!
Mas não há grito que me traduza a agonia tamanha.
Quero me contorcer,
Mas não há gesto à altura da dor que me martiriza.
Quero deitar-me no chão da escuridão e permanecer imóvel até que a morte me venha [serena,
Mas ainda assim não conseguirei expressar a lassidão imensa do espírito meu.
Quero chorar de nunca mais secar as lágrimas,
Mas não há pranto que expresse a tristeza profunda
Dos meus olhos de uma desolação mais sem fim.
Sequer posso - quem dera - fugir de mim mesmo.
Meu Deus, mas que torturante labirinto sou eu!
sábado, 7 de fevereiro de 2015
LAMENTO DA NOITE
Lamenta, noite, vai, lamenta
Nos acordes de viola que pranteiam,
No voz triste da cantora emocionada
E no pio plangente da ave errante
E noturna.
Lamenta, noite, vai, lamenta intensamente
Como o meu coração, que mais parece
Violino chorando em noite de garoa,
Que dói, quieto, opresso, imóvel, indefeso,
No silêncio, noite, no silêncio mortal das solidões.
Nos acordes de viola que pranteiam,
No voz triste da cantora emocionada
E no pio plangente da ave errante
E noturna.
Lamenta, noite, vai, lamenta intensamente
Como o meu coração, que mais parece
Violino chorando em noite de garoa,
Que dói, quieto, opresso, imóvel, indefeso,
No silêncio, noite, no silêncio mortal das solidões.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
AMOR, VOLÚPIA
Deixa eu te abraçar avidamente,
Como se fosses
Frágil menina.
Deixa eu te morder os lábios quentes
Num'ânsia quase
De um'agonia.
Deixa-me beijar então teu ventre
Qual venerasse
A pele fina.
Como se fosses
Frágil menina.
Deixa eu te morder os lábios quentes
Num'ânsia quase
De um'agonia.
Deixa-me beijar então teu ventre
Qual venerasse
A pele fina.
Usa-me, que eu quero ser brinquedo
Dos teus regalos
E teus caprichos.
Quero te desfrutar inteiramente,
Qual foras néctar,
Licor ou vinho.
Vou no gozo chegar à Via-Láctea
E te encontrar
N'alguma estrela,
Num asteroide
Ou paraíso.
Dos teus regalos
E teus caprichos.
Quero te desfrutar inteiramente,
Qual foras néctar,
Licor ou vinho.
Vou no gozo chegar à Via-Láctea
E te encontrar
N'alguma estrela,
Num asteroide
Ou paraíso.
Assinar:
Postagens (Atom)
RECANTO
E então, você não canta Nem me chama pra sonhar Debruçado na varanda, Ante a luz do seu luar? E então, não me convida A dançar a dança ard...
-
Vem, mulher, pra mim, que eu te faço Uns versos tão mansinhos e cálidos, Que, mais do que musa, Vênus te sentirás. Vem pra mim por inte...
-
E se eu amar essa mulher de olhos tão despidos dos afetos? E se eu amar essa mulher loucamente de segui-la sorrateiro pelas ruas, verifi...
-
Quero te fazer um poema co’a delicadeza de quem toca harpa, Co’a mansidão de quem dedilha violão. Quero versejar para ti assim como quem t...

