A mulher madura
que se decota,
que mostra o ventre,
que exibe as coxas,
que põe biquíni,
que se desnuda...
Ah, mas como ela é bela
nas suas formas já não mais tão perfeitas!
A mulher madura...
Ah, mas como acende
os meus instintos de macho
e os meus enlevos mais juvenis!
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=cFo4AlOIx-MrxOJC
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sábado, 9 de abril de 2016
domingo, 7 de fevereiro de 2016
O METAFÍSICO E A POESIA
Quando um homem se comove por um poema que lê ou música que escuta...
quando ainda o toca um filme, um conto, romance, peça, uma novela
ou ainda uma lembrança emocionante que assalte-lhe a memória...
quando a comoção lhe bole fundo, e ele se desnuda dos seus ódios e torpezas,
das maldades, das vilezas e pequenezas tão peculiares...
quando a emoção o faz humilde, inofensivo, terno, um ser purificado...
quando o arrebata um sentimento que o desvanece docemente...
é a poesia que opera o milagre que atribui-se aos santos e aos deuses improváveis
e lhe traz do fundo d'alma o anjo puro e emocionado que ele tem dentro de si.
E é a poesia o ponto onde se encontra esse anjo belo
co'as correntes mentais benignas do cosmo;
ou faz então que se juntem mentes encantadas igualmente.
Assim, enfim, caso haja o metafísico, a união benévola das ondas que há nas mentes
fará que vejamos que não há linha qualquer que o separe do que é físico,
e a poesia assim será um dos tantos reveladores elementos
que fará que enfim nós enxerguemos
que a Lua e os homens, a Terra e os bichos, que o Universo
somos um só.
quando ainda o toca um filme, um conto, romance, peça, uma novela
ou ainda uma lembrança emocionante que assalte-lhe a memória...
quando a comoção lhe bole fundo, e ele se desnuda dos seus ódios e torpezas,
das maldades, das vilezas e pequenezas tão peculiares...
quando a emoção o faz humilde, inofensivo, terno, um ser purificado...
quando o arrebata um sentimento que o desvanece docemente...
é a poesia que opera o milagre que atribui-se aos santos e aos deuses improváveis
e lhe traz do fundo d'alma o anjo puro e emocionado que ele tem dentro de si.
E é a poesia o ponto onde se encontra esse anjo belo
co'as correntes mentais benignas do cosmo;
ou faz então que se juntem mentes encantadas igualmente.
Assim, enfim, caso haja o metafísico, a união benévola das ondas que há nas mentes
fará que vejamos que não há linha qualquer que o separe do que é físico,
e a poesia assim será um dos tantos reveladores elementos
que fará que enfim nós enxerguemos
que a Lua e os homens, a Terra e os bichos, que o Universo
somos um só.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
ALGOZES DA VIDA DO MUNDO
Quando o sol veio como fogueira
e secou plantações e florestas,
trazendo a morte e a fome,
não era a fúria de Deus,
era o dedo sujo dos homens,
que não sabem senão destruir.
Quando agrestes e matas arderam
em labaredas tão giganterscas,
não era a maldade do Demo,
mas de homens piores que ele,
que adoram queimadas e mortes,
cultuam somente o lucro,
num deleite tão bestial.
Quando vendavais imensos zumbiram,
tombaram o que havia em seu curso,
trouxeram tempestades dantescas,
imergindo, soterrando e matando
crianças, idosos e bichos,
foi tudo fruto do estupro
de humanos à natureza.
Dizei-me, Deus, respondei
que inferno puniria a contento
pecadores tão sujos e infames,
pessoas tão más e tão sórdidas?
Se, Deus, sois justo, falai
por que os deixastes nascer
pra desgraça tão grande do mundo?
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
O ANTI-HERÓI III
Não sou bom-moço nem sou parnasiano,
Não sou de rezas, rituais e cerimônias,
Não canto hinos nem exalto flâmulas, bandeiras.
Fico distante de senhores, poderosos e Excelências,
Mais longe ainda de homenagens, rapapés e de discursos.
Digo palavras de corar os puritanos,
Louvo o pecado como os monges louvam os anjos.
Não danço a música dos modos comportados.
Recito uns versos embebidos na luxúria,
Digo meu não quando todos dizem sim,
Solto impropérios quando querem louvações.
Em nada creio onde impera uma fé cega,
Jogo ironias onde querem comoção.
Minha'alma é livre, planando em minhas asas,
Nada me prende senão a moça que me encanta,
Senão os desejos e emoções que me arrebatam,
Senão os amores que me fazem doce plenamente
E que me elevam em tão imensurável bem-querer.
Não sou de rezas, rituais e cerimônias,
Não canto hinos nem exalto flâmulas, bandeiras.
Fico distante de senhores, poderosos e Excelências,
Mais longe ainda de homenagens, rapapés e de discursos.
Digo palavras de corar os puritanos,
Louvo o pecado como os monges louvam os anjos.
Não danço a música dos modos comportados.
Recito uns versos embebidos na luxúria,
Digo meu não quando todos dizem sim,
Solto impropérios quando querem louvações.
Em nada creio onde impera uma fé cega,
Jogo ironias onde querem comoção.
Minha'alma é livre, planando em minhas asas,
Nada me prende senão a moça que me encanta,
Senão os desejos e emoções que me arrebatam,
Senão os amores que me fazem doce plenamente
E que me elevam em tão imensurável bem-querer.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
NOITE
Hoje ficarei só,
Sozinho e quieto com meus pensamentos;
Ficarei aqui com meu silêncio
Ou talvez co'alguma poesia
Que me venha à ideia, insistente,
E me faça poetar qual possuído.
Hoje dormirei só,
Dormirei sozinho co'algum canto
Que me brinque na memória serenada
E me seja o acalanto mais suave,
Ou talvez me venha uma agonia
Que me faça contorcer por noite adentro,
Que me faça doer a imagem dela
Requebrando na memória qual fantasma,
Me trazendo qualquer culpa torturante,
Me fazendo o derradeiro dentre os homens.
Ou quem sabe apenas dormirei,
Dormirei como criança aconhegada,
Tão produndo como um ser que não tem vida.
Sozinho e quieto com meus pensamentos;
Ficarei aqui com meu silêncio
Ou talvez co'alguma poesia
Que me venha à ideia, insistente,
E me faça poetar qual possuído.
Hoje dormirei só,
Dormirei sozinho co'algum canto
Que me brinque na memória serenada
E me seja o acalanto mais suave,
Ou talvez me venha uma agonia
Que me faça contorcer por noite adentro,
Que me faça doer a imagem dela
Requebrando na memória qual fantasma,
Me trazendo qualquer culpa torturante,
Me fazendo o derradeiro dentre os homens.
Ou quem sabe apenas dormirei,
Dormirei como criança aconhegada,
Tão produndo como um ser que não tem vida.
domingo, 24 de maio de 2015
E A POESIA?
Que foi feito enfim da poesia?
Ficou muda n'algum canto a poesia
ou perdida nuns confins a poesia?
Viverá em Lambari a poesia
ou morreu naquela terra a poesia?
Ficou queda e se perdeu num labririnto,
sem que encontre um caminho de saída?
Ficou presa sob um manto de concreto,
confinada num passado já distante?
Está nos olhos alumbrados de morena?
Há morena ainda de olhos alumbrados?
Não há mais na madrugada a poesia?
Foi perdida em baticuns desritmados?
Fez-se morto silêncio a poesia?
Ou resiste nos olhares que se trocam
nas lascivas noitadas de verão?
Inda está nos beijos quentes dos amantes?
Canta alto no corpo das mulheres
que rebolam em meneios sensuais?
E os acordes que se ouviam noite adentro?
E os cantores que cantavam as tristezas?
É um papel todo encardido a poesia?
Ai, morreu, e eu vi morrer a poesia?
Ai, o tempo com seu vento furioso
Soterrou no inexistente a poesia?
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