A voz que cantava se calou.
A pena que versejava ressecou.
O sol que brilhava se apagou.
Acho que morri mais uma vez,
Ou então minh'alma num coma se afundou.
Minh'alma, que não ri, que não pranteia,
Desacordada, esborrachada no chão duro de granito.
Minh'alma, tão silente, tão exangue e tão inerte...
Acho que minha luz se apagou.
Acho que minha alma se matou.
2010
Revisto e modificado em 2017
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=cFo4AlOIx-MrxOJC
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
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