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domingo, 29 de maio de 2022

NÃO VENHA


Não, não venha, não chegue, não me surja,

Não me cante no peito qual viola ao arrebol,

Não se achegue com o samba, a rumba e a viveza,

A alegria luminosa que se estampa nos seus olhos:

Vou ficar calado e quieto em meu inverno, 

Meu incessante e perene odor de outono:

Eu não saberia, não, viver a sua primavera,

Muito menos tentaria cantar o seu verão.

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