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domingo, 10 de março de 2024

O BOB NO COLO

 O BOB NO COLO


O Bob deita no colo de afeto da tutora

E adormece como bebê nos braços da mãe:

Criança em momento de santa ternura,

Anjo repousando no paraíso,

Na simbiose mais bela de amor.

segunda-feira, 4 de março de 2024

BARÃO DA MATA


"Barão da Mata" não é meu sobrenome.  Foi um codinome que criei para assinar meus trabalhos (antes não usava meu nome: Demóstenes), composto pelo nome de um cachorro que muito amei (Barão) e pela alusão às matas (da Mata).   Em outras palavras, "Barão da Mata" é uma declaração de amor aos animais e à natureza.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

O EXTREMOIDE ( COM QUASE INTEIRA PARÁFRASE A TIRIRICA)

Sou feliz porque a Globo me dá o melhor do Carnaval

E a Sportv, as emoções febris do futebol,

E a mídia defende os ricos como a mãe mais leonina,

Exatamente por sabê-los por Deus abençoados.

Vivo  em paz porque oro sempre e vou à igreja,

E garanti pra mim um palacete  lá no Céu.

Amo  meus filhos, minha esposa e minha amante,

A quem já impus os abortos que sempre condenei,

Pois a família, que é tão sagrada, jamais vou macular.


Vejo o fantasma do Fidel por toda parte

E sonho a volta dos tempos bons da ditadura

E da tortura, que aniquilava os não-cordatos;

Mas sou cristão e adoro a Deus antes de tudo,

Venero a pátria e o meu bizarro capitão.

Ele é bizarro, mas sou seu amigo,

Ele é malvado, mas sou seu amigo,

Ele é covarde, mas sou seu amigo,

É perigoso, mas sou seu amigo,

Ele é tudo aquilo, mas sou seu amigo,

Ele é muito mais, porém sou seu amigo. 


sábado, 20 de janeiro de 2024

ANA CELINA

 Por que bebe Ana Celina,

Solitária em sua sala,

Tão tristonha, na penumbra,

Pranteando ao fim da tarde

Iluminada de verão?


Lembrará momentos plenos

Soterrados no passado,

Numa dor de quase luto,

Corroída de saudades,

Sem podê-los retomar?


Sofrerá por ter perdido

Um amor que nunca esqueça

Ou então porque este mundo

De tão rude, a tenha feito

Se sentir medrosa e só?


Que pretende Ana Celina,

Mergulhada no seu gim,

Num silêncio de deserto,

Num olhar vago e distante

A fitar somente o nada?


O que dói n'Ana Celina

Que se estampa no semblante

Do seu rosto delicado,

Tão suave, apessegado,

Tão bonito de mulher?


O que chora Ana Celina

Na clausura dessa dor

A torná-la  débil, tênue,

Indefesa e pequenina,

Porcelana a se quebrar?


Proteger Ana Celina

Eu queria sem demora,

Se seus olhos permitissem,

Suas mãos se me estendessem

No abandono à solidão.


Quero ver Ana Celina

Deslizando pelos dias

Como fosse uma menina

Num sorriso luminoso,

A correr sobre patins.






sábado, 30 de dezembro de 2023

ONDA

 Que coisa é essa que vibra no meu peito?

Seria um grito, música, agonia;

Seria arroubo, afã, fogo de vida?

O que brinca assim na minha alma

Tão baça, pálida, obscura?

Seria uma cantiga que vencesse o tempo,

O siso, os desencantos e a fadiga,

As agruras, os percalços e as vivências,

E se instalasse em mim qual flor no árido?

O que será que dói, que canta ou que extasia,

Ou que tortura ou desvanece e não decifro?

Mas que onda é essa que vem, rebenta assim de súbito

Na calmaria  quase que imóvel deste meu mar

Assim tão quedo, na linha do equador?

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

HOMEM DE FERRO E CIMENTO

 Quem não se encanta com sons de uma canção

Nem se rende a um olhar angelical de um animal...

Quem não se enleva em contemplar as verdes matas

Ou ver o mar a tocar o céu bem no horizonte...

Quem não delira nas paixões mais extremosas

Nem ama ser algum neste planeta...

Quem não se deixa bulir por arte alguma 

Anda e vegeta, sem viver jamais.

Não mais do que um robô de carne e osso,

Não tem alma nem carrega sentimentos,

É rude e insípido qual pó de asfalto

A voar pelas pistas sem poema e sem canção.


O ABANDONO À ESPERANÇA

 Deixemos de lado toda esperança:

Ainda pensamos como há cem anos,

Ainda amamos os generais e caudilhos

E os influentes senhores feudais.


Esqueçamos os sonhos de dias sublimes

Pejados de paz, felicidade e alegria,

E ergamos nossas taças, brindemos

Ao nada, ao nada, não mais do que ao nada!

A REVOLUÇÃO DOS ARTISTAS

  Se não existe em definitivo a justiça dos homens Nem Deus no Universo a nos defender, resgatar, Pois que venham então de todos os lados Mu...