A mulher negra e bela se senta à minha frente,
Cruza ante meus olhos as roliças negras pernas,
Negras como os rios que cantam mansamente
Nas noites sem lua e sem estrelas.
A mulher bonita cruza as negras coxas,
Negras como as onças negras e noturnas
Que caçam pelas selvas do país.
Negras como as cobiçadas cavidades
Do seu desejado corpo negro.
Negras como os belos olhos negros
Impregnados de viveza e de malícia.
Negras como estes meus versos negros
Envolvidos num negror tão claro e luminoso
De desejo, devaneio e de querer.
2010
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=cFo4AlOIx-MrxOJC
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domingo, 24 de outubro de 2010
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