Ainda amo Janice,
Embora a danada me seja
Motivo de tanto chorar.
Ainda amo Janice,
Embora me tenha traído
Com todo o bairro onde moro.
Ainda amo Janice,
Embora ela me destroce
O coração por inteiro.
Ainda amo Janice,
embora eu tenha amargado
Seis meses de cela por ela.
Ainda amo Janice,
Embora se ria sempre
Que alguém lhe fala meu nome.
Ainda amo Janice,
Embora me tenha apontado
A porta da rua entre risos.
Ainda amo Janice,
Embora me tenha secado
Os bolsos pra todo o sempre.
Ainda amo Janice,
Embora me tenha o desprezo
Que só pelos vermes se tem.
Ainda amo Janice,
Embora esvazie por ela
Dois litros de cana por dia.
Ainda amo Janice
Com seu rosto inchado de álcool
E suas pernas arcadas.
Ainda amo Janice
E sonho co'a morte pra tê-la
Na outra vida após esta.
2013
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=l1cgAhBMX48XRGYU
Pesquisar este blog
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)
A REVOLUÇÃO DOS ARTISTAS
Se não existe em definitivo a justiça dos homens Nem Deus no Universo a nos defender, resgatar, Pois que venham então de todos os lados Mu...
-
Vem, mulher, pra mim, que eu te faço Uns versos tão mansinhos e cálidos, Que, mais do que musa, Vênus te sentirás. Vem pra mim por inte...
-
E se eu amar essa mulher de olhos tão despidos dos afetos? E se eu amar essa mulher loucamente de segui-la sorrateiro pelas ruas, verifi...
-
Quero te fazer um poema co’a delicadeza de quem toca harpa, Co’a mansidão de quem dedilha violão. Quero versejar para ti assim como quem t...
Nenhum comentário:
Postar um comentário