Partir daqui para o longínquo,
Tornar este lugar irretomável
Como os dias que ficaram no passado.
Tornar os momentos de hoje tão distantes,
Que eu os possa esquecer inteiramente.
Partir tão completa, totalmente,
A ponto de me diluir e desfazer-me.
Evaporar na memória das pessoas.
Eu, volátil, vago, disperso e sem forma
Na mente dos que eu deixe para trás.
Distante, inacessível, vivo ou morto – não importa!
Mas distante, inalcançável,
Em lugar tão diferente,
Em um tempo tão diverso,
Que eu me esqueça destes anos
E também destes lugares,
Que me esqueça de mim próprio
Para todo, todo o sempre.
1997
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=l1cgAhBMX48XRGYU
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sábado, 8 de setembro de 2007
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