Ah, quem dera fosse a vida
um eterno partir sem despedida,
um constante renascer num amanhã
tão diverso, que a alma se espantasse encantada.
Quem me dera partir sempre, sempre partir,
para Minas, Holanda, para Vênus,
a cada tempo viver nova vida.
Ah, quem me dera o eterno partir,
o eterno chegar,
eternos novos ares respirar,
liberto da mesmice que faz tediosos os dias
e sitia a alma no deserto estéril de anseios,
árido de paixão, de emoções, de desejo de viver.
II
Partir sempre, e sempre partir para todo o sempre,
mas não partir para a morte:
a morte é, no mínimo, tediosa
E, partida medonha e poucas vezes voluntária,
rouba da gente o poder e o direito de partida.
1995
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=l1cgAhBMX48XRGYU
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domingo, 30 de setembro de 2007
A REVOLUÇÃO DOS ARTISTAS
Se não existe em definitivo a justiça dos homens Nem Deus no Universo a nos defender, resgatar, Pois que venham então de todos os lados Mu...
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Vem, mulher, pra mim, que eu te faço Uns versos tão mansinhos e cálidos, Que, mais do que musa, Vênus te sentirás. Vem pra mim por inte...
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Quero te fazer um poema co’a delicadeza de quem toca harpa, Co’a mansidão de quem dedilha violão. Quero versejar para ti assim como quem t...