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sábado, 8 de setembro de 2007

CHUVA

O sol de inferno é enfim vencido, e os corpos suados
Bebem com volúpia as águas divinas que caem do céu.
A terra aconchega essas águas no ventre de fêmea,
A se regalar no mais infinito prazer.


Depois nascem as plantas, rebentos do amor
Entre a terra e a chuva... a chuva... a chuva...
A chuva, que traz verde aos sertões,
Que faz viver os bichos,  faz sorrir as gentes.
Faz florir os campos, faz dançar a vida,
Faz brilhar meus olhos num enlevamento.

1996

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