O sol de inferno é enfim vencido, e os corpos suados
Bebem com volúpia as águas divinas que caem do céu.
A terra aconchega essas águas no ventre de fêmea,
A se regalar no mais infinito prazer.
Depois nascem as plantas, rebentos do amor
Entre a terra e a chuva... a chuva... a chuva...
A chuva, que traz verde aos sertões,
Que faz viver os bichos, faz sorrir as gentes.
Faz florir os campos, faz dançar a vida,
Faz brilhar meus olhos num enlevamento.
1996
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=cFo4AlOIx-MrxOJC
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sábado, 8 de setembro de 2007
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