Entender precisamente a linguagem imprecisa dos teus olhos
E ler neles o querer-me,
Beijar-te com gana e frenesim animalesco,
Sorver-te com o prazer de quem degusta inebriante néctar,
Possuir-te com os mais ensandecidos dos ardores.
Beijar teu ventre com a veneração dos muçulmanos,
Tocar teu rosto co’a leveza de quem bole delicada porcelana,
Dizer-te as coisas tolas das paixões menos maduras.
Seguir contigo uma estrada incerta, imprevisível,
Mas repleta de aves, sol, de flores, frutas, de jardins,
De cores, de luar.
Canta para mim umas palavras de ardor, de mel, de açúcar
Que venham do mais fundo do teu peito amante,
Pra que eu seja finalmente alegre e bem feliz.
1996
"PÉS NO CHÃO E POESIA" tem esse título porque em primeira análise minha poesia é incrédula, mas reúne poemas que às vezes se antagonizam pelo fato de alguns se pejarem da crueza calcada na realidade dos dias, enquanto outros têm a doçura dos anseios da meninice, além dos que encaram a dureza do cotidiano num protesto contra ela ou mesmo numa linguagem lírica que tenta cobri-la com adorno poético. Acesse meu canal no Youtube: https://youtube.com/@demostenesbaraodamata880?si=l1cgAhBMX48XRGYU
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sábado, 8 de setembro de 2007
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