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domingo, 30 de setembro de 2007

INUTILMENTE

Eu te fiz tantos poemas,
te mostrei toda a lindeza
de canções que mal ouviras,
de um  pardal a saltitar.


Eu tentei te fascinar:
fui poeta, vagabundo,
anarquista, embriagado,
cada herói que pude ser.


Fiz sentires a delícia
de um passeio pela noite
entre planos delirantes,
de sonhar sob o luar.


Nada disso todavia
fez, na hora do abandono,
que calasses no teu peito
teu anseio de partida.

1995

RECANTO

  E então, você não canta Nem me chama pra sonhar Debruçado na varanda, Ante a luz do seu luar? E então, não me convida A dançar a dança ard...