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quinta-feira, 9 de abril de 2009

SERENATA

Serenata,
o canto
suave
em lamento,
em súplica.
Violão,
acordes
cortantes,
a música,
a voz...

O canto
pedinte,
os sons,
a noite,
a música,
as cordas...
as cordas...!
Acordas
e vês
que tudo foi sonho,
apenas um sonho,
não mais do que um sonho,
mulher tão sozinha...

Debalde
tu tentas
dormir novamente,
viver noutro sonho
a tal serenata
que nunca existiu,
a tal esperança
que sob a janela
jamais te cantou.

2009

CANTA

Canta vibrantemente como guerreiro enfurecido.
Solta a voz com toda a força da alma intensa, ensandecida,
Espalhando milhões de emoções ardentes pelo ar.

Canta, minha cantora... canta com a gana de quem ama,
De quem goza, quem odeia, de quem sofre enormemente.
Canta lindamente como um coral de passarinhos
Num iluminado, colorido, ensolarado amanhecer.

Canta, minha cantora, e me leva em tua voz
A todos os sentimentos que brotarem do teu peito fogueado,
Numa viagem encantada e banhada em delírio
[ e poesia.

2009