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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

ALÉM DO FIM DO MUNDO

Um último som se ouviu
no ermo,
um tímido som,
vibração tão breve,
um quase nada...
uma nota
talvez
- quem sabe?


Um som - seria?
Talvez mera impressão,
talvez alucinação,
equívoco,
então nada.

Lugar remoto, cinzento,
sombrio,
sem planta nem flores,
sem rios,
sem sons e sem cores,
sem sol, sem nada.

Uma voz talvez cante.
Mentira!
Não canta.
É tudo
deserto,
é tudo
silêncio
profundo
de tumba...
de tumba.

Apenas o vento brando
levanta
de leve
a terra
cinzenta
do chão
estéril,
no ermo,
no vago,
remoto
lugar
que fica
além
do fim...
do fim
do mundo.


OS QUERUBINS

O artista canta, o artista toca,
eu apenas ouço
arrebatado, enfeitiçado,
fascinado pelos sons miraculosos.
Quem canta, vive mais perto de Deus,
e eu, mero homenzinho, fecho os olhos,
deixo que invadam meu coração
essas sublimes melodias desses querubins sublimes.