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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

SE A TRISTEZA VIER

Se a tristeza lhe quiser destruir o apego à vida,
Viva como se fosse adolescente novamente,
Como abrisse o peito ao vento e no vento pressentisse
O nascer de um tempo cheio de alegria colorida.
Viva como fosse inda capaz de ter sonhos descabidos
E ante o mundo um olhar  juvenil e tão perplexo...

Viva como se pudesse apaixonar-se loucamente,
Como inda fosse menino a brincar de pés no chão;
Como ainda na iminência da primeira entre as orgias.
Vibre qual diante de uma princesa vulgar ou refinada
A despir-se, decidida a saciar os seus desejos.

Beba e se embriague, esquecendo a esteatose,
Como fosse novamente pura flor da juventude
E se visse cobiçado pelas jovens da boate.

Sinta como um cheiro de poema lhe viesse abrir as ventas
E invadir essa alma queda para dela se apossar,
E fazê-lo desejoso de um amor desmesurado.

Viva como fosse a dura vida uma festa tão somente,
Qual tivesse passarinhos a brincar nas suas mãos,
Qual pudesse pôr no mar os pés todos os dias
E sua alma não sentisse dor jamais.

2011

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