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sábado, 6 de setembro de 2008

A UM IMPERIALISTA ARROGANTE

Eu bem sei que o teu poder é imensurável
E que só não suplantaria a tua iniqüidade,
Tua desmedida maldade, tua infinita ganância.
Eu bem sei que os exércitos e armas que tens a teu dispor
Te fazem, sem dúvida, o mais temido e periculoso dos homens.

É, enfim, inegável que o teu poder de destruição é incalculável,
Mas tu não podes designar o rumo dos ventos.
Podes gerar e vencer guerras e mais guerras,
Devastar nações, territórios e gentes,
Provocar morte, flagelos, endemias,
Mas não podes conter a fúria dos vulcões,
Mas não podes transformar o desprezo que te tenho,
Que só se sente pelas mais abjetas entre as criaturas.

Podes, com teu arsenal nefasto, suprimir a vida na Terra,
Mas, ao tocares em ti próprio, vês que o material de que és feito não é aço nem urânio.
Podes espalhar desgraças pelo mundo,
Mas não podes fazer chover.
Podes ter controle sobre homens e países,
Mas jamais comandarás os furacões, os vendavais e os maremotos.

Jamais serás algo além de um homem,
Um mero homem, ínfima partícula do planeta.
Um homem, tão frágil, vulnerável, destrutível,
E, um dia, um atentado, um acidente ou uma doença
O conduzirá à morte, indiferente à tua vaidade, soberba, orgulho
E essa tola convicção de ser um deus.
De nada adiantará todo esse poder, todo esse prestígio:
A Natureza não respeitará a tua insuportável empáfia,
Nem a tua fortuna, nem a tua arrogância:
Ela te arrastará para a morte, como faz com todos os seres
E tua carne apodrecerá como a de qualquer rato de esgoto.
Tu um dia morrerás e apodrecerás. Tu, efêmero como qualquer forma de vida,
Tu, criatura impotente diante das leis e desígnios da Natureza,
Tu, que agonizarás como qualquer outro moribundo, nos teus derradeiros momentos.
Tu, tão vil e tão mesquinho, tu, tão respusivo e tão pobre de alma,
Tu, que, não fosse o poder que ostentas, estarias quieto em tua terra e cônscio da tua real
[ insignificância.

2007

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