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domingo, 29 de janeiro de 2012

TRISTEZA

Não me venha a esperança querer acender.
Não venha a alegria das ruas querer me tentar.
Não venha o sorriso da moça tentar me assanhar.
Minha alma é pálida e quase inerte,
Não tem sinais vitais e está envolta num manto de tristeza.

Hoje pela manhã um fio de sol entrou no meu quarto fechado
E tentou inutilmente me lembrar da vida lá fora.
Eu não canto nem me deslumbro, apenas sigo em meu passo
                                                                     [ arrastado.
A minha alma é que aliás tem o passo arrastado!
E sofre de uma fadiga incurável, sem tamanho.
Meu olhar cansado bate sobre o mundo
E as coisas
Numa desilusão desoladora e tão perversa...
O mundo segue, eu vejo, impassível, tão imóvel,
Como pedra que em si não sente o mar bater.

2012                      

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