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quinta-feira, 8 de abril de 2010

A CARNE

A carne arde,
A carne chama,
A carne clama por outra carne.
A carne ama como qualquer poeta,
Do seu modo pleno e carnal.

A carne se comprime noutra carne,
A carne se dá como qualquer apaixonado.
A carne se atrita com outra carne
E o faz com zelo,
E o faz com arte,
Como um pintor criando imagens.

A carne dança a dança do amor
E canta como qualquer cantor,
E baila como toda bailarina,
Mas do seu jeito peculiar.

A carne ama e também se entrega,
A carne enlouquece de tamanho querer,
Como alguém de sentimentos desmedidos ,
Assim como um cavaleiro andante,
Assim como um sequioso trovador.

2010

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