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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

PLENO PECADO

Pecar ardentemente na desordem doce
De lençóis e travesseiros, deleitar-se
Dos odores excitantes de perfume,
De saliva, de epiderme e genitália...


Percorrer o corpo querido e agitado
Co’as mãos irrequietas, sem limite,
E a boca sequiosa e enlouquecida...


Fremir num êxtase, delírio ou algo
Que a língua humana nunca encontre
Palavra adequada pra expressar...


É viver os deleites mais inebriantes
Do universo e levitar num céu sem fim
De campos e águas frescas colossais...


Delirar de uma maneira milagrosa,
Encantada, transcendente e tão sem nome,
Que é como tornar-se um ser tão diferente:
Anjo, deus, titã, também alguma coisa
Que a mente dos homens não consiga precisar.


2011

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