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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

SONHO DE ASAS E DE AMOR

Não quero sere senhor, gerente ou líder,
Presidente, prefeito nem chefinho:
Só desejo ser livre e libertino,
Contador de piadas dos botecos,
Morador de um singelo povoado,
Sonhador de uma praça pequenina.

Só desejo ser guru dos tresloucados,
Anarquista dialético das noites,
O romântico avesso aos bons  costumes,
O eterno contrário ao vil sistema.

Um sarcástico, eterno iconoclasta,
Um sereno fazedor de poemetos,
Pontual contemplador da natureza,
Fervoroso defensor dos animais;

Caloroso devasso das noitadas,
Namorado das mocinhas mais tesudas,
apolítico deitado sob arbustos
De um quintal tenro e fresco em Lumiar.

Ao morrer, conviver com os meus mortos
E os bichinhos finados que eu amei.
E ficar eternamente ouvindo música,
E a viver grandes amores no outro mundo.

Levitar entre hienas, tigres e cachorros,
Na doçura, numa paz de quem é anjo,
No deleite de quem faz só copular.

2013

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