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domingo, 30 de setembro de 2007

A CASA

A casa é antiga, de desbotado amarelo e comprida varanda,
Tem muro de pedras, jardim, mangueira, outras árvores.
A casa remonta décadas perdidas no passado
E está encravada no subúrbio da Penha,
Em contraste com o trânsito, o asfalto, os ruídos,
O ar da cidade e a fria arquitetura
Das outras construções.


É preciso destruir totalmente a cidade!
É preciso urgentemente demolir a cidade!
E reconstruí-la com jardins e pracinhas,
Com trilhos de bondes e bondes correndo,
Com mocinhas sonhadoras e violões em serenata...
É preciso adequar a cidade à casa.


É preciso desmantelar o mundo e refazê-lo
Para torná-lo compatível co’a casa.

1995